A Constituição Brasileira de
1824 foi outorgada por Dom
Pedro I em 25 de março de 1824.
A primeira Carta Magna brasileira
garantia a unidade territorial, instituía a divisão do governo em quatro
poderes e estabelecia o voto censitário (voto ligado à renda do cidadão).
Foi elaborada por um grupo reduzido
de pessoas devido às desavenças entre o Imperador e a Assembleia Nacional
Constituinte.Importante lembrar que foi a Constituição que mais vigorou no
país.
.
Características da
Assembleia Constituinte
Partido Português ou “conservadores”,
que reuniam lusitanos e brasileiros. Defendiam a monarquia absoluta e
centralizada, pouca autonomia provincial e manutenção de seus privilégios
econômicos e sociais.
Partido Brasileiro ou "liberais",
formado por brasileiros e portugueses. Desejavam maior autonomia para as
províncias, defendiam uma monarquia figurativa e a manutenção da escravidão.
Podemos perceber uma terceira
posição liderada por José Bonifácio, ministro dos Negócios
Estrangeiros. Desde a independência, Bonifácio buscava criar uma monarquia
forte, mas constitucional e centralizada. Desta maneira, se evitaria a
fragmentação do país, como ocorreu na América Espanhola. Igualmente, pretendia
abolir o tráfico de escravos e a escravidão.
Devido às crescentes desavenças entre
os deputados e o Imperador, este manda o Exército fechar a Assembleia
Constituinte. Vários deputados foram presos, inclusive José Bonifácio, que
partiu para o exílio com sua família.
Nas semanas seguintes, Dom Pedro I
convoca um grupo de dez pessoas para formar o Conselho Imperial e elaborar a
Carta Magna.
Constituição
Outorgada x Promulgada
Embora a Constituição seja a garantia
dos direitos individuais dos cidadãos, nem todas são escritas da mesma forma.
Há Constituições que são elaboradas
por uma Assembleia Nacional Constituinte democraticamente eleita. Neste caso,
dizemos que a Carta Magna foi promulgada.
Entretanto, existem Constituições que
são feitas por um grupo reduzido de pessoas. Desta maneira, a Constituição foi
outorgada, ou seja, imposta pelo Poder Executivo ao país, como foi a
Constituição de 1824.
Características da
Constituição de 1824
·o regime de governo estabelecido foi a monarquia hereditária.
·Existência de Quatro poderes: Poder Executivo, Poder Legislativo, Poder
Judiciário e o Poder Moderador.
·O Poder Moderador, exercido pelo imperador, lhe dava o direito de
intervir nos demais poderes, dissolver a assembleia legislativa, nomear
senadores, sancionava e vetava leis, nomeava ministros e magistrados, e os
depunha.
·Poder Executivo: exercido pelo Imperador que, por sua vez, nomeava os
presidentes de províncias.
·Poder Legislativo: era composta pela Câmera dos Deputados e pelo Senado.
Os deputados eram eleitos por voto censitário e os senadores eram nomeados pelo
Imperador.
·Poder Judiciário: os juízes eram nomeados pelo Imperador. O cargo era
vitalício e só podiam ser suspensos por sentença ou pelo próprio Imperador.
·Direito ao voto: para homens livres, maiores de 25 anos, e renda anual
de mais de 100 mil réis era permitido votar nas eleições primárias onde eram
escolhidos aqueles que votariam nos deputados e senadores.
·Por sua parte, para ser candidato nas eleições primárias, a renda subia
a 200 mil reis e excluía os libertos.Por fim, os candidatos a deputados e
senadores deviam ter uma renda superior a 400 mil réis, serem brasileiros e
católicos.
·Estabeleceu o catolicismo como religião oficial do Brasil. No entanto, a
Igreja ficou subordinada ao Estado através do Padroado.
·Criação do Conselho de Estado, composto por conselheiros escolhidos pelo
imperador.
·A capital do Brasil independente era o Rio de Janeiro que não estava
submetida à Província do Rio de Janeiro. Esta tinha sua capital na cidade de
Niterói.
Teorias da Evolução
A Teoria da Evolução revela
os momentos de desenvolvimento das espécies que habitavam ou habitam o planeta
Terra. Nesse sentido, quando pensamos em evolução, tratamos de refletir sobre
as teorias evolucionistas e criacionistas. Em
outros termos, seria impossível falar de somente uma teoria que justifique a
evolução do mundo, posto que muitos pensadores refletiram e pesquisaram sobre o
tema.
Decerto que Charles Darwin,
autor de "Origem das Espécies" (1859) é um dos grandes
nomes sobre teorias relacionadas ao evolucionismo, cuja base é a seleção
natural, teoria aceita ainda hoje.
·Origem da Vida
A origem da vida é um assunto muito
explorado e enigmático, visto as diversas teorias que apontam para o início da
atividade vital no Planeta Terra. Primeiro a mitologia, histórias e lendas
repletas de significados foram o foco de diversos povos da Antiguidade que
tentavam explicar a origem do universo e da vida na terra bem como as mudanças
climáticas que ocorriam no planeta.
A ciência ainda era pouco explorada
sendo, portanto, uma das primeiras tentativas de explicação, a religião. Outra
hipótese sobre a origem da vida aponta para a existência de extraterrestres e o
ser humano seria uma de suas experiências trazidas para habitar o planeta.
Com o desenvolvimento da ciência e da
filosofia, a "Teoria da Abiogênese" ou "Geração
Espontânea", baseou-se na existência de um princípio ativo que fosse
capaz de gerar vidas. Assim, por exemplo, um rato nasceria de um pano sujo. Por
sua vez, a "Teoria da Biogênese" refutou os estudos anteriores
afirmando que os seres vivos se originam de outros seres vivos, e não de uma
matéria bruta, tal qual proposta pela Abiogênese.
Com o surgimento da ciência moderna a
partir do século XVI e o desenvolvimento das áreas da biologia, física,
química, as explicações sobre a origem da vida foram sendo esclarecidas, no
entanto, ainda há muito que se conhecer sobre o tema.
A "Teoria do Big Bang"
aponta para uma hipótese do surgimento do Universo, por meio de uma grande explosão
que ocorreu entre 10 a 20 bilhões de anos atrás.
·Teorias da Evolução: Resumo
Note que as teorias sobre a origem da
vida estão pautadas basicamente em duas vertentes: a vertente "evolucionista",
que propõe a evolução das espécies por meio da seleção natural dos seres que
habitavam o planeta; e a "criacionista" que acredita que as
forças sobrenaturais são as principais causadoras para o surgimento do planeta
e do ser humano.
·Lamarckismo
O naturalista francês Jean-Baptiste
de Lamarck (1744-1829) foi muito
importante para o desenvolvimento das ideias evolucionistas, tendo publicado o
livro "Filosofia Zoológica" com suas conclusões em 1809. O conjunto
de suas teorias é denominado de “Lamarckismo”.
Ele propunha na “Lei do Uso e do
Desuso” que havia o desenvolvimento ou atrofiamento de partes do corpo, de
acordo com seu uso ou desuso, respectivamente. Com isso, tais características
seriam passadas ao longo do tempo para as gerações seguintes, o que ele
explicou na “Lei da Transmissão dos Caracteres Adquiridos”.
Lamarck com suas leis, apontava para
a importância da adaptação dos organismos ao ambiente em que
vivem. Um aspecto muito importante na evolução das espécies que foi desenvolvido
mais tarde por Darwin em seus estudos.
·Darwinismo e Seleção Natural
A teoria da evolução das espécies tem
como principal articulador o naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882)
sendo o conjunto de suas teorias evolutivas nomeada de "Darwinismo".
Darwin afirmou que dentre os seres
vivos, inclusive o homem, descendem de um ancestrais comuns, que se
modificam ao longo do tempo, assim as espécies existentes foram evoluindo de
espécies mais simples que viveram antigamente.
A seleção natural foi
o princípio utilizado por Darwin para defender sua teoria da evolução. Desse
modo, somente as espécies adaptadas às pressões do ambiente, são capazes de
sobreviver, se reproduzir e gerar descendentes.
·Neodarwinismo
Neodarwinismo ou "Teoria
Sintética da Evolução", que surgiu no século XX, designa a união
dos estudos de Darwin, principalmente a seleção natural, com as descobertas na
área da genética. Na época dos primeiros estudos
evolucionistas, ainda não se conhecia ao certo como funcionava o mecanismo de hereditariedade,
só desvendado mais tarde com os estudos mendelianos.
Usando a base do conhecimento deixado
por Gregor Mendel sobre a herança genética, e unindo
cientistas de diversas áreas científicas, como paleontologia e a sistemática,
os conceitos sobre a evolução se ampliaram.
A influência atual dos estudos sobre
a evolução pode ser percebida em todas áreas da biologia, destacando-se a
citologia, que estuda as células, e a sistemática, responsável pela classificação biológica.
·Criacionismo
A Teoria da Criação ou "Criacionismo" aponta
para a origem do Universo e da vida através de explicações mítico-religiosas, as quais não estariam sujeitas às evoluções ou
transformações ocorridas na evolução das espécies (evolucionismo) e sim de um
Criador.
De tal modo, o criacionismo
destaca-se como oposta à ciência evolutiva, sendo um tema que fora discutido
por diversas civilizações, gerando assim, diversas hipóteses acerca da criação
do mundo, sendo que cada religião o abordou de diferentes maneiras.
Pré-História
Pré-História é o período
do passado da humanidade que vai do aparecimento do homem à invenção da
escrita e que abrange milhões de anos. A origem da humanidade é objeto
de pesquisas de arqueólogos, paleontólogos, geólogos e biólogos.
Suas pesquisas baseiam-se em
vestígios que sobreviveram no tempo, como fósseis, pinturas rupestres,
utensílios de uso diário, restos de fogueira etc. Esses vestígios são
encontrados em cavernas ou soterrados por diversas camadas de solo.
Divisão da
Pré-História
Paleolítico
Paleolítico é o período mais extenso
da Pré-História da humanidade, compreendido entre seu surgimento, por volta de
4,4 milhões de anos, até 8000 a.C.
Nessa época os homens viviam em
bandos e ajudavam uns aos outros na obtenção de alimentos, através da caça, da
pesca e da coleta de frutos, raízes e ovos, o que os obrigava a uma vida nômade.
A baixa temperatura leva os grupos de
hominídeos a se abrigar em cavernas e a construir habitações com galhos de
árvores e a compartilhar o uso dos rios, das florestas e dos lagos.
Os instrumentos utilizados, a
princípio eram de osso e madeira, depois, lascas de pedra e marfim.
Fabricavam machados, facas e outros instrumentos pontiagudos.
Uma descoberta importante nesse
período foi domínio dofogo. Estima-se que o fogo
passou a ser controlado pela humanidade há 500 mil anos, na África oriental.
Com seu controle, os grupos passaram
a se aquecer do frio, a cozinhar alimentos, defender-se dos animais ferozes,
iluminar a noite etc.
Por volta de 30000 a.C., o homo
sapiens aperfeiçoou a técnica da caça e da pesca, inventou o arco e a
flecha e criou a arte da pintura.
Em torno de 18000 a.C. a Terra passou
por transformações climáticas e geológicas.
Essas transformações, que duraram
milhares de anos, mudaram significativamente a vida animal e vegetal do planeta
e alteraram a relação entre homem e natureza. O homem entrou num período
denominado Neolítico.
Neolítico
No período Neolítico, novas
modificações climáticas alteraram a vegetação. Aumentaram as dificuldades para
caçar e se instalaram nas margens dos rios, o que contribuiu para o
desenvolvimento da agricultura, com o plantio de trigo, cevada e aveia.
Aprenderam a domesticar alguns
animais e a criar gado. Surgiram os primeiros aglomerados populacionais, com
finalidade principalmente defensiva.
Seus objetos tornaram-se mais bem
acabados, pois a pedra, depois de lascada, era esfregada no chão ou na areia
até tornar-se polida.
Desenvolveram a arte da cerâmica,
fabricando grandes potes para guardar o excedente da produção agrícola.
Desenvolveram as técnicas de fiação
e tecelagem para a confecção de tecidos de lã e linho, em substituição
aos trajes confeccionados com peles de animais.
Apareceram os primeiros trabalhos em
metais pouco duros, como o cobre e o ouro. Começaram as viagens por terra e por
mar.
A organização social, denominada
comunidade primitiva, baseava-se nos laços de sangue, idioma e costumes.
A fase final do Neolítico
caracterizou-se pela desintegração do sistema de comunidade primitiva e pela
origem das sociedades organizadas em Estados e divididas em
diferentes camadas sociais.
Idade dos Metais
O desenvolvimento de técnicas
de fundição de metais possibilitou o abandono progressivo dos
instrumentos de pedra.
O primeiro metal a ser fundido foi o
cobre, posteriormente o estanho. Da fusão desses dois metais, surgiu o bronze,
mais duro e resistente, com o qual fabricavam espadas, lanças etc. Por volta de
3000 a.C. produzia-se bronze no Egito e na Mesopotâmia.
A metalúrgica do ferro é posterior.
Tem início por volta de 1500 a.C., na Ásia Menor. Por ser um minério mais
difícil de ser trabalhado difundiu-se lentamente.
Em razão da sua superioridade para a
fabricação de armamentos, o ferro contribuiu para a supremacia dos povos que
souberam utilizá-lo com essa finalidade.
A escola sem um professor de história de esquerda é como uma escola sem
pátio, sem recreio, sem livros, sem lanchonete, sem ideias. É como um professor
de educação física sem uma quadra de esportes, ou uma quadra sem redes, ou
crianças sem bola.
Marcelo Rubens Paiva, O Estado de S. Paulo.
O professor de história tem que ser de esquerda. E barbudo. Tem que
contestar os regimes, o sistema, sugerir o novo, o diferente. Tem que expor
injustiças sociais, procurar a indignação dos seus alunos, extrair a bondade
humana, o altruísmo.
Como abordar o absolutismo, a escravidão, o colonialismo, a Revolução
Industrial, os levantes operários do começo do século passado, Hitler e
Mussolini, as grandes guerras, a guerra fria, o liberalismo econômico, sem uma
visão de esquerda?
A minha do colegial era a Zilda, inesquecível, que dava textos de Marx
Webber, do mundo segmentado do trabalho. Ela era sarcástica com a disparidade
econômica e a concentração de renda do Brasil. Das quais nossas famílias, da
elite paulistana, eram produtoras.
Em seguida, veio o professor Beno (Benauro). Foi preso e torturado pelo
DOI-Codi, na leva de repressão ao PCB de 1975, que matou Herzog e Manoel Fiel
Filho. Benauro era do Partidão, como nosso professor Faro (José Salvador),
Parte inferior do
formulário
Outro professor, Luiz Roncari, de português, também fora preso. Não sei
se era do PCB. Tinha um tique nos olhos. O chamávamos de Luiz Pisca-Pisca.
Diziam que era sequela da tortura. Acho que era apenas um tique nervoso. Dava
aulas sentado em cima da mesa. Um ato revolucionário.
Era muito bom ter professores ativistas e revolucionários me educando.
Era libertador.
Não tem como fugir. O professor legal é o de esquerda, como o de
biologia precisa ser divertido, darwinista e doidão, para manter sua turma
ligada e ajudar a traçar um organograma genético da nossa família. A base do
seu pensamento tem de ser a teoria da evolução. Ou vai dizer que Adão e Eva nos
fizeram?
O de química precisa encontrar referências nos elementos que temos em
casa, provar que nossa cozinha é a extensão do seu laboratório, sugerir fazer
dos temperos, experiências.
O professor de física precisa explicar Newton e Einstein, o chuveiro
elétrico e a teoria da relatividade e gravitacional, calcular nossas viagens de
carro, trem e foguete, mostrar a insignificância humana diante do colossal
universo, mostrar imagens do Hubble, buracos negros, supernovas, a relação
energia e massa, o tempo curvo.
Nosso professor de física tem que ser fã de Jornada nas Estrelas.
Precisa indicar como autores obrigatório Arthur Clarke, Philip Dick, George
Orwell. E dar os primeiros axiomas da mecânica quântica.
O professor de filosofia precisa ensinar Platão, Sócrates e Aristóteles,
ao estilo socrático, caminhando até o pátio, instalando-se debaixo de uma
árvore, sem deixar de passar pela poesia de Heráclito, a teoria de tudo de
Parmênides, a dialética de Zenão. Pula para Hegel e Kant, atravessa o niilismo
de Nietzsche e chega na vida sem sentido dos existencialistas. Deixa Marx e
Engels para o professor de história barbudo, de sandália, desleixado e
apaixonante.
O professor de português precisa ser um poeta delirante, louco, que
declama em grego e latim, Rimbaud e Joyce, Shakespeare e Cummings, que procura
transmitir a emoção das palavras, o jogo do inconsciente com a leitura, a busca
pela razão de ser, os conflitos humanos, que fala de alegria e dor, de morte e
prazer, de beleza e sombra, de invenção fingimento.
O de geografia precisa falar de rios, penínsulas, lagos, mares, oceanos,
polos, degelo, picos, trópicos, aquecimento, Equador, florestas, chuvas,
tornados, furacões, terremotos, vulcões, ilhas, continentes, mas também de
terras indígenas, garimpo ilegal, posseiros, imigração, geopolítica, fronteiras
desenhadas pelos colonialistas, diferenças entre xiitas e sunitas, mostrar
rotas de transação de mercadorias e comerciais, guerra pelo ouro, pelo
diamante, pelo petróleo, seca, fome, campos férteis, civilização.
A missão deles é criar reflexões, comparações, provar contradições.
Provocar. Espalhar as cartas de diferentes naipes ideológicos. Buscar pontos de
vista.
O paradoxo do movimento Escola Sem Partido está na justificativa e seu
programa: “Diante dessa realidade – conhecida por experiência direta de todos
os que passaram pelo sistema de ensino nos últimos 20 ou 30 anos –, entendemos
que é necessário e urgente adotar medidas eficazes para prevenir a prática da
doutrinação política e ideológica nas escolas, e a usurpação do direito dos
pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas
próprias convicções”.
Mas como nasceriam as convicções dos pais que se criariam num mundo de
escolas sem ideologia? E que doutrina defenderiam gerações futuras?
A escola não cria o filho, dá instrumentos. O papel dela é mostrar os
pensamentos discordantes que existem entre nós. O argumento de escola sem
ideologia é uma anomalia de Estado Nação.
Uma escola precisa acompanhar os avanços teóricos mundiais, o futuro,
melhorar, o que deve ser reformulado. Um professor conservador proporia manter
as coisas como estão. Não sairíamos nunca, então, das cavernas.
GLOSSÁRIO DE HISTÓRIA /PROFESSORA MÁRCIA DINIZ DATA: _____/_______/2017 Atividade:Consulte o livro ou o dicionário para indicar o
significado das palavras retiradas dos textos Pré-história e Teorias
Evolucionistas.Fique atento à relação entre o significado e o sentido do
texto.
República Velha- Questões
retiradas de simulados PAS/Enem e vestibulares. Professora Márcia Diniz
Parte superior do formulário
1.Como a República
Velha foi dividida?
o
República da Espada e Primeira
República
o
República Oligáquica e República da
Espada
o
Primeira República e República
Oligárquica
o
Nenhuma das Alternativas
2.Sobre as mudanças
estabelecidas com a promulgação da Constituição de 1891 é incorreto afirmar:
o
Houve a separação da Igreja e do
Estado e deixou de existir religião oficial no país
o
A partir desse ano, homens e mulheres
podiam votar e possuíam igualdade social
o
Extinguiu-se a pena de morte
o
Formação dos três poderes e foi
aceito o casamento civil
3.Qual dos produtos
abaixo não foi produzido durante a República Velha?
o
Borracha
o
Café
o
Industrialização
o
Petróleo
4.Qual o nome dado à
prática onde os coronéis obrigavam os mais humildes a votar em seus eleitores
em troca de favores necessários para a subsistência dos mesmos?
(três
palavras, 4, 2 e 7 letras)
5.A segunda fase da
República teve como domínio do poder por dois estados na conhecida Política
Café om Leite. Quais foram eles?
o
São Paulo e Rio de Janeiro
o
Minas Gerais e São Paulo
o
Paraíba e Minas Gerais
o
Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul
Exercícios sobre o coronelismo no Brasil
1) A charge representa de modo
irônico a prática do voto durante a Primeira República no Brasil (1889-1930).
Com base nas informações contidas no documento e no seu conhecimento
sobre o assunto, ASSINALE a única opção que NÃO apresenta uma característica
correta.
a) A Constituição de 1891
estabeleceu o voto direto, sendo considerados eleitores os cidadãos brasileiros
maiores de 21 anos, excluídos os analfabetos, as mulheres, os praças militares
e os membros das ordens religiosas.
b) A instituição do voto secreto
e obrigatório contribuía para que a maioria dos eleitores ficasse sujeita à
pressão dos chefes políticos.
c) Embora a fraude eleitoral
fosse uma prática comum à época, as eleições cumpriam um papel estratégico,
abrindo brechas no interior do jogo de poder oligárquico e implicando uma série
de procedimentos de negociação entre as elites e o eleitorado.
d) A expressão “eleições a bico
de pena” identificava um dos mais graves problemas do sistema eleitoral da
Primeira República: a falsificação das atas eleitorais, alterando o número de
votantes.
e) No nível municipal, o coronel
era o senhor dos chamados “currais eleitorais”, arregimentando os eleitores “de
cabresto”, como o “Zé Burro” da ilustração.
2) Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo
jornais, nem revistas, nas quais se limita a ver as figuras, o trabalhador
rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No
plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de
cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural.
(LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1976
(adaptado)
O coronelismo, fenômeno político da Primeira República (1889-1930),
tinha como uma de suas principais características o controle do voto, o que
limitava, portanto, o exercício da cidadania. Nesse período, esta prática
estava vinculada a uma estrutura social
a) igualitária, com um nível
satisfatório de distribuição da renda.
b) estagnada, com uma relativa harmonia
entre as classes.
c) tradicional, com a manutenção da
escravidão nos engenhos como forma produtiva típica.
d) ditatorial, perturbada por um
constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia.
e) agrária, marcada pela concentração
da terra e do poder político local e regional.
3) Clientelismo e política de
favores são características da vida política brasileira na República Velha, e
ligam-se ao fenômeno:
a) coronelismo;
b) caudilhismo;
c) federalismo;
d) populismo;
e) messianismo.
4) Durante a República Velha (1889
-1930), desenvolveu-se a chamada "política dos governadores", cujas
características eram:
a) a articulação do coronelismo à política nacional, através da ideologia
do favor, assegurando a hegemonia das oligarquias paulistas e mineiras sobre o
poder central;
b) a organização constitucional republicana em função do predomínio dos
interesses agroexportadores do café, representados por São Paulo;
c) a representação majoritária dos Estados, cujos governadores eram solidários
com o poder central, tanto no Senado quanto na direção dos órgãos federais;
d) a participação de todos os governadores estaduais na definição da política
externa do país e a garantia da União aos empréstimos externos dos Estados;
e) a distribuição dos recursos federais entre os municípios, segundo a
influência dos coronéis, favoráveis aos respectivos governadores estaduais.
5) (UNICAMP - 2016) A denominação
de república oligárquica é frequentemente atribuída aos primeiros 40 anos da
República no Brasil. Coronelismo, oligarquia e política dos governadores fazem
parte do vocabulário político necessário ao entendimento desse período.
(Adaptado de Maria Efigênia Lage de Resende, “O processo político na Primeira
República e o liberalismo oligárquico”, em Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida
Neves Delgado (orgs.), O tempo do liberalismo excludente – da Proclamação da
República à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006, p.
91.)
Relacionando os termos do enunciado, a chamada “república oligárquica” pode ser
explicada da seguinte maneira:
a) Os governadores representavam as oligarquias estaduais e controlavam
as eleições, realizadas com voto aberto. Isso sustentava a República da Espada,
na qual vários coronéis governaram o país, retribuindo o apoio político dos
governadores.
b) Diante das revoltas populares do período, que ameaçavam as oligarquias
estaduais, os governadores se aliaram aos coronéis, para que chefiassem as
expedições militares contra as revoltas, garantindo a ordem, em troca de maior
poder político.
c) As oligarquias estaduais se aliavam aos coronéis, que detinham o poder
político nos municípios, e estes fraudavam as eleições. Assim, os governadores
elegiam candidatos que apoiariam o presidente da República, e este retribuía
com recursos aos estados.
d) Os governadores excluídos da política do ?café com leite? se aliaram
às oligarquias nordestinas, a fim de superar São Paulo e Minas Gerais. Essas
alianças favoreceram uma série de revoltas chefiadas por coronéis, que
comandavam bandos de jagunços.
2. (Fatec) "Cabo
de enxada engrossa as mãos - o laço de couro cru, machado e foice também.
Caneta e lápis são ferramentas muito delicadas. A lida é outra: labuta pesada,
de sol a sol, nos campos e nos currais (...) Ler o quê? Escrever o quê? Mas
agora é preciso: a eleição vem aí e o alistamento rende a estima do patrão, a
gente vira pessoa."
(Palmério,
Mario. VILA DOS CONFINS).
Com base no texto é correto afirmar que, na
República velha a) o predomínio oligárquico, embora vinculado à
manipulação do processo eleitoral, estava longe de estabelecer qualquer
compromisso entre "patrão" e empregados. b) a campanha eleitoral levada a cabo pelos chefes políticos
locais visava a atingir, principalmente, os trabalhadores urbanos já
alfabetizados e menos embrutecidos pela "labuta pesada". c) a transformação operada no trabalhador durante o
período eleitoral representava a marca de um sistema político que estendia o
poder dos grandes proprietários rurais, dos "campos e currais", aos
Municípios e, daí, à capital do Estado. d) o predomínio oligárquico, baseado em favores
pessoais, buscava, sobretudo, dissolver os focos de tensão social e oposição
política, representados nas diversas formas de organização dos trabalhadores
rurais naquele momento. e) o período eleitoral era o único momento em que
os chefes locais se voltavam para os seus subordinados, impondo-lhes seus
candidatos e dispensando-os dos trabalhos que "engrossavam as mãos".
3. (Fuvest 2014) O período de 1900 a 1930,
identificado no processo histórico brasileiro como República Velha, teve por
traço marcante: a) o fortalecimento da burguesia mercantil, que se
utilizou do Estado como instrumento coordenador do desenvolvimento. b) a abertura para o capital estrangeiro, principal
alavanca do rápido desenvolvimento da região amazônica. c) a modificação da composição social dos grandes
centros urbanos, com a transferência de mão-de-obra do Centro-Sul para áreas do
Nordeste. d) o pleno enquadramento do Brasil às exigências do
capitalismo inglês, ao qual o país se mantinha cada vez mais atrelado. e) o predomínio das oligarquias dos grandes
Estados, que procuravam assegurar a supremacia do setor agrário-exportador.
7. (Fuvest) A política do café, durante a Primeira
República a) chegou ao auge do protecionismo com o Convênio
de Taubaté passando depois a reger-se pelas leis do mercado. b) procurou atender aos interesses dos
cafeicultores através de constantes medidas de proteção ao produto. c) pode ser equiparada à de outras produções
agrícolas, todas elas amparadas por Planos de Defesa. d) atendeu exclusivamente aos interesses dos
grandes grupos internacionais, através dos Planos de Defesa. e) foi dirigida pelo governo do Estado de São
Paulo, enquanto o poder federal mantinha uma atitude distante e neutra.
12. (Pus)
Recentemente as páginas de um jornal paulista foram ocupadas pela polêmica
entre um renomado filósofo e um conhecido político do nordeste brasileiro. Este
último foi apontado por seu debatedor como sendo praticante de
"coronelismo".
A expressão "coronelismo", cunhada na
década de 30, no Brasil, diz respeito a uma prática política que se define: a) pela articulação de governadores dos estados
mais poderosos com o objetivo de sustentar algum candidato ao poder executivo. b) pelo controle político regional exercido através
de favorecimentos e constrangimentos pessoais. c) pelo comando de "lobbies" no Congresso
Nacional com a finalidade de assegurar posições pessoais. d) pela aliança de proprietários de terras com
setores politizados do Exército. e) pela utilização de canais de comunicação de
massa com objetivos políticos.
18.
(Ufsm) Desde dezoito anos que o tal
patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que
lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que contribuiria
para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é
que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas coisas de tupi, do
folk-lore, das suas tentativas agrícolas... restava disso tudo em sua alma uma
satisfação? Nenhuma! Nenhuma! (...) A pátria que quisera ter era um mito; era
um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete.
Esse trecho,
retirado de "Triste fim de Policarpo Quaresma", refere-se aos
momentos finais da personagem central, vividos na consolidação da
República.
Do ponto de vista da história, esse drama é vivido
também pelos: a) fazendeiros de café e cana-de-açúcar que veem,
com pesar, o reordenamento econômico nacional no sentido da industrialização. b) integrantes das classes médias urbanas que
assistem, assustados, ao avanço da classe operária organizada. c) intelectuais que se afastam da estética
acadêmica e aspiram a uma arte nacional e popular. d) membros das oligarquias rurais alijados do poder
central que buscam um pacto de poder que favoreça seus interesses. e) setores urbanos que vislumbram, na República, um
regime político capaz de integrá-los à nação, proporcionando benefícios.
29. (Unicamp
simulado 2016) A reação popular conhecida como Revolta da Vacina se
distinguiu pelo trágico desencontro de boas intenções: as de Oswaldo Cruz e as
da população. Mas em nenhum momento podemos acusar o povo de falta de clareza
sobre o que acontecia à sua volta. Ele tinha noção clara dos limites da ação do
Estado.
(Adaptado de José
Murilo de Carvalho, “Abaixo a vacina!”. Revista Nossa História, ano 2, nº
13, novembro de 2004, p. 74.)
A Revolta da Vacina pode ser considerada como uma
reação popular contra a ação do Estado porque: a) o povo não se revoltava contra a obrigatoriedade
da vacinação, mas contra os meios violentos pelos quais o Estado a executava,
demolindo cortiços e expulsando os pobres para os morros. b) o povo se revoltava contra certas medidas do
governo, como a expulsão de moradores e a demolição de cortiços para a abertura
de avenidas, e a vacinação obrigatória, realizada com intervenção violenta da
polícia. c) o povo se revoltava contra a ação do Estado, por
considerá-la um desrespeito à moral das famílias, embora desejasse a vacinação
gratuita e obrigatória. d) o povo se revoltava contra a obrigatoriedade da
vacinação porque essa medida era tomada por um governo ditatorial, que fechou o
congresso nacional e ficou conhecido como “república da espada”.
30. (Uerj
2011) Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, mandamos
esta honrada mensagem para que Vossa Excelência faça aos marinheiros brasileiros
possuirmos os direitos sagrados que as leis da República nos facilitam. Tem
Vossa Excelência 12 horas para mandar-nos a resposta satisfatória, sob pena de
ver a Pátria aniquilada.
Adaptado do memorial
enviado pelos marinheiros ao presidente Hermes da Fonseca, em 1910.
In: MARANHÃO,
Ricardo e MENDES JUNIOR, Antônio. Brasil história: texto e consulta. São Paulo:
Brasiliense, 1983.
Os participantes da Revolta da Chibata (1910-1911)
exigiam direitos de cidadania garantidos pela Constituição da época.
As limitações ao pleno exercício desses direitos,
na Primeira República, foram causadas pela permanência de: a) hierarquias sociais herdadas do
escravismo. b) privilégios econômicos mantidos pelo
Exército. c) dissidências políticas relacionadas ao
federalismo. d) preconceitos étnicos justificados pelas teorias
científicas.
31. Proclamada a República inicia-se um novo
período na História política do Brasil: “A República Velha ou Primeira
República”. A respeito dos primórdios da República é correto afirmar.
A fase e o primeiro presidente da República foram
respectivamente: a)República Oligárquica e Hermes da Fonseca b)República da Espada e Deodoro da Fonseca c)República da Espada e Floriano Peixoto d)República Oligárquica e Prudente de Morais e)República da Espada e Campos Sales.
34. Os movimentos messiânicos eram mais comuns do
Brasil do que imaginávamos. Além de Canudos, várias revoltas envolvendo
seguidores destes movimentos eclodiram durante a primeira metade de século
passado.
Como o Messianismo foi possível? a) Devido a concentração latifundiária, o estado de
miséria dos camponeses, a prática do coronelismo e a forte religiosidade
popular. b) Devido unicamente a religiosidade do sertanejo
que encontrava nas práticas do messias um conforto para a vida miserável que
estava submetido. c) Devido ao grande poder dos líderes messiânicos
cujo prestígio era medido pela quantidade de eleitores que controlasse
conseguindo desta forma se eleger para os cargos políticos. d) Em virtude do temor que as profecias dos beatos
causavam à população mais pobre, preferindo resignar-se a vida de perigrinações
e orações para salvação da alma. e) Em razão do clima de insegurança que assolava o
campo causado pelo banditismo obrigando a população mais pobre abrigarem-se nos
movimentos messiânicos para se proteger.
35. O coronelismo foi uma peça importante
da perversa engrenagem que impedia a representatividade política da maioria da
população, principalmente a parcela da sociedade mais carente.
Podemos definir o
coronelismo como: a) Sistema de poder cujo grupo político que
alternava-se no poder federal como forma de garantir a manutenção dos
privilégios aos seus respectivos Estados. b) Sistema de poder que consistia na troca de
favores entre o poder estadual e municipal a fim de garantir seus interesses
políticos utilizando práticas fraudulentas para vencer as eleições. c) Sistema de poder no qual o coronel era uma peça
secundária e sua participação era ofuscada pela Comissão de Verificação, pois
na prática era esta quem declarava os candidatos eleitos. d) Sistema de poder baseado no coronel o líder
político local, grande proprietário de terras que usava jagunços para formar os
currais eleitorais, através de práticas de intimidação ao eleitor. e) Sistema de poder político que arregimentava
grande número de seguidores a partir de suas pregações religiosas que
convenciam os mais pobres a se submeterem ao seu controle.
36. A Primeira República ou República Velha foi um período da História
política do Brasil que se caracterizou pelo afastamento do ideal da República.
O que deveria ser um governo para todos na prática era um governo de
poucos.
Sobre os fatos com os quais podemos caracterizar a
Primeira República estão:
I- Com o “voto de cabresto” os coronéis dominavam as clientelas rurais e
manipulavam as eleições;
II- A política dos governadores consagrava a troca de apoio entre o governo
federal e as oligarquias estaduais mantendo o mesmo grupo político no poder.
III- A política do café com leite foi o domínio da sucessão presidencial pelos
cafeicultores de São Paulo e de Minas Gerais que alternavam-se na presidência
da República.
IV- O Movimento dos Tenentes - o Tenentismo - que possuía caráter militar
contribuiu para consolidar os governos da Primeira República.
V- As fraudes eleitorais eram exceção e não regra neste período, devido ao
rigoroso trabalho de fiscalização do processo eleitorado efetuado pela Comissão
de Verificação.
Assinale a alternativa verdadeira: a) Apenas a alternativa I, está correta. b) As alternativas I,II,III estão corretas. c) As alternativas I,II,IV e V estão corretas. d) As alternativas II,III e IV estão corretas. e) Apenas a alternativa V está incorreta.
38- Sobre a Revolta de Canudos, assinale a
alternativa INCORRETA. a) O seu principal líder foi Antônio Conselheiro. b) Os sertanejos de Canudos lutavam contra a
injustiça e a miséria persistente na região. c) Caracterizou-se como um movimento de caráter
messiânico. d) A Guerra de Canudos foi tema do livro “Os
Sertões”, do escritor Euclides da Cunha. e) Os revoltosos de Canudos receberam apoio
incondicional dos coronéis da região.
39. Os vaqueiros e os peões do interior
escutavam o Conselheiro em silêncio, intrigados, atemorizados, comovidos...
Alguma vez, alguém o interrompia para tirar uma dúvida. Terminaria o século?
Chegaria o mundo ao ano 1900? Ele respondia (...) Em 1896, mil rebanhos
correriam da praia para o sertão e o mar se tornaria sertão e o sertão mar
(...).
Mario Vargas Llosa
O carismático Antonio Conselheiro, de que fala o
texto acima, liderou a Revolta de Canudos em 1897.
Podemos apontar como principais fatores da revolta: a) o crescimento e a modernização da economia
nordestina. b) o apoio incondicional do sertanejo à Monarquia. c) a impossibilidade de adaptação do sertanejo aos
valores republicanos. d) o abandono em que vivia o sertanejo, o
coronelismo e a luta pelo acesso à terra. e) a oposição contra a Igreja Católica, aliada dos
monarquistas.
48. (Puc-rio 2007) As transformações
ocorridas no centro da cidade do Rio de Janeiro, resultantes das reformas
urbana e sanitária implementadas pelo Prefeito Pereira Passos, no início do
século XX, alteraram a fisionomia da cidade e as vidas de seus habitantes.
a) Cite duas transformações ocorridas, relacionando-as a uma dessas reformas.
b) Identifique e explique uma reação popular à reforma sanitária implementada
durante o governo do Prefeito Pereira Passos, na cidade do Rio de Janeiro.
49. (Ufrj 2016) "A
revolta deixou entre os participantes um forte sentimento de auto-estima,
indispensável para formar um cidadão. Um repórter de 'A Tribuna' ouviu de um
negro acapoeirado frases que atestam esse sentimento. Chamando sintomaticamente
o jornalista de cidadão, o negro afirmou que a sublevação se fizera para 'não
andarem dizendo que o povo é carneiro'. O importante - acrescentou - era
'mostrar ao governo que ele não põe o pé no pescoço do povo'."
Fonte:
CARVALHO, José Murilo de. "Abaixo a vacina", in: Revista Nossa
História. Ano 2, no13, novembro 2004, p.73-79.
A Revolta da Vacina
(1904) a que se refere o texto, é considerada a principal revolta popular
urbana da Primeira República (1889-1930).
a) Cite e explique dois motivos geradores de insatisfações que levaram a
população da cidade do Rio de Janeiro a rebelar-se em 1904.
b) Identifique dois movimentos populares na área rural, à época da Primeira
República.
50. (Ufrrj 2016) "A
esperança de um belo dia sagrando uma bela data e uma bela obra desfez-se,
infelizmente, o sol não veio, e foi sob um aguaceiro impenitente e odioso, fino
e pulverizado a começo, grosso e encharcante depois, que se foi ontem à
inauguração da formosa avenida (...)".
("O
País", 16/11/1905 - "15 de Novembro").
Está completando um
século a inauguração festiva da Avenida Central, hoje Rio Branco, no centro da
cidade do Rio de Janeiro, obra maior do prefeito Pereira Passos. Para sua
construção centenas de imóveis foram derrubados. O conjunto das intervenções
urbanas realizadas na época, sob a argumentação da modernização, embelezamento
e higienização, dividiu a imprensa e a população durante todo o período do
governo do Presidente Rodrigues Alves (1902/1906).
a) Apresente dois argumentos, sendo um contrário e um favorável, utilizados
naquele momento em relação às reformas no Rio de Janeiro.
b) Cite a revolta popular ocorrida naquele período contra a ação
"higienizadora" das autoridades.